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sábado, 21 de janeiro de 2017

Júpiter Apple (Tributo): dessa vez transformando o Opinião no "Lugar do Caralho"


Flávio Basso, o Júpiter Maça, também conhecido como Júpiter Apple, em agosto de 1996 entrou nos estúdios da gravadora ACIT, em Porto Alegre, para registrar seu primeiro álbum de estúdio da carreira solo. Álbum lançado no final do mesmo ano pela gravadora Antídoto e posteriormente distribuído pela PolyGram.

Passados 20 anos do lançamento de "A Sétima Efervescência", e com o recente falecimento de Flávio Basso, em dezembro de 2015, um grupo de músicos diretamente ligados à trajetória do artista decidiu preparar um show relendo, na íntegra, todas as faixas desse grande disco.

O tributo ao compositor, vocalista e cineasta gaúcho, falecido aos 47 anos, no dia 21 de dezembro de 2015, realizado no último dia 09 de janeiro lotou as dependências do andar térreo do Opinião Bar.

No palco da icônica casa de espetáculos da capital gaúcha apresentou-se um dream team de artistas; músicos de bandas atuantes no cenário nacional e que fizeram parte de diversas formações que acompanharam esse músico único em vários momentos de sua carreira. Músico este que transitou entre o rock, pop, psicodelia, bossa nova e tropicalismo com total maestria.

Tatá Aeroplano (voz e efeitos), Ray-Z (guitarras e voz), Dustan Gallas (guitarras e voz), Julio Cascaes (baixo e voz), Clayton Martin (bateria) e Astronauta Pinguim (Moog, orgão e theremin). O show contou com a presença de convidados, entre eles o produtor do álbum, Egisto Dal Santo.


Músicos que releram na íntegra esse grande álbum que em 2007 foi eleito o melhor álbum do rock gaúcho, e que também entrou para a lista dos 100 Maiores Discos da Música Brasileira da Rolling Stone Brasil.

Para encerrar mais um grande show em memória a um dos maiores músicos brasileiros, que nos deixou tão precocemente, mas que deixou seu legado cultural eternizado, Egisto Dal Santo, compositor, guitarrista, cantor, escritor e produtor musical responsável pelo "Sétima Efervescência" convocou a todos os presentes, que assim quisessem, subir ao palco. Cena que o grande Júpiter, com certeza, onde quer que se encontre, deve ter curtido muito de ter visto... O palco do Opinião sendo invadido. Mais uma vez vimos diante de nós o "Lugar do Caralho" se materializando...

Com certeza, sempre que a obra dessa lenda for tocada, cantada, veremos cenas como esta.

Obrigada, Júpiter!!





A Sétima Efervescência

"Um Lugar do Caralho"  
"As Tortas e as Cucas"  
"Querida Superhist x Mr. Frog"  
"Pictures and Paintings"  
"Eu e minha Ex"  
"Walter Victor"  
"As Outras que me Querem"  
"Sociedades Humanóides Fantásticas"  
"O Novo Namorado"  
"Miss Lexotan 6mg Garota"  
"The Freaking Alice (Hippie under groove)"  
"Essência Interior"  
"Canção para Domir (Fantasmas!!!)" (Júpiter Maçã, with a little help from Egisto2)
"A Sétima Efervescência Intergaláctica"


Parabéns a Rei Magro Produções pela produção do evento.

Fotos: Sônia Butelli

Veja mais fotos aqui.

O Evento fez parte da Segunda Maluca, que a partir desse ano terá uma frequência bimestral.















Leia matéria no Whiplash.Net.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Jupiter Maçã (Tributo): 20 anos do álbum "A Sétima Efervescência" na Segunda Maluca




Na segunda metade de 1996 o músico Flávio Basso entrou nos estúdios da gravadora Acit, em Porto Alegre, para registrar seu primeiro disco assinando como Júpiter Maçã, lançado no final do mesmo ano. Com produção de Egisto 2 e contando com uma banda formada basicamente por baixo e bateria, além do próprio Jupiter cantando e tocando guitarras, teclados e demais instrumentos e efeitos especiais (e espaciais), o disco tornou-se uma das grandes referências para as gerações seguintes e, com o tempo, passou a ser aclamado como um divisor de águas no mercado de rock independente no Brasil. 

Passados 20 anos do lançamento de "A Sétima Efervescência", e com o recente falecimento do amigo Flávio Basso (em dezembro de 2015), um grupo de músicos diretamente ligados à trajetória do artista decidiu preparar um concerto relendo, na íntegra e na ordem original, todas as faixas do disco. É uma celebração do aniversário de duas décadas deste marco no rock psicodélico e independente no país, e também um brinde à vida e obra da grande figura que foi e sempre será o Jupiter Maçã. A apresentação conta com músicos de bandas atuantes no cenário nacional e que fizeram parte de diversas formações que acompanharam o Jupiter Maçã, em vários momentos de sua carreira: 

- Ray-Z (Porto Alegre/RS) - guitarras e voz 
- Dustan Gallas (Fortaleza/CE) - guitarras e voz 
- Julio Cascaes (Porto Alegre/RS) - contrabaixo e voz 
- Tatá Aeroplano (São Paulo/SP) - voz e efeitos 
- Clayton Martin (São Paulo/SP) - bateria 
- Astronauta Pinguim (São Paulo/SP) - Moog, orgão, theremin

O concerto tem duração aproximada de 70 minutos e contará com a presença de convidados, como o produtor do disco, Egisto Dal Santo. 


Foto: Juliana Beltrão  

Serviço:
Tributo a Jupiter Maçã - 20 anos do álbum A Sétima Efervescência
Data: 09 de janeiro de 2017
Local: Opinião
End: Rua José do Patrocínio 834 – Cidade Baixa – Porto Alegre/RS
Horário: 22 horas (cerveja em dobro até 23 horas)
Discotecagem: DJ Jamaica
Informações: www.reimagroproducoes.com / www.opiniao.com.br

Ingressos:
Lote promocional*: R$ 35,00 (até as 21 horas da noite do show. Comprando  nos pontos de venda).
* Este é um valor reduzido, por meio de promoção. Disponível por tempo limitado. Este ingresso pode ser utilizado por qualquer pessoa.
Inteira: R$ 50,00
Meia entrada: R$ 25,00

No Local:
Inteira: R$ 50,00
Meia entrada: R$ 25,00
Para o benefício da meia entrada, é necessária a apresentação da carteira de estudante na entrada do show.

Pontos de venda:
Bilheteria oficial (sem taxa de conveniência)
Youcom Bourbon Wallig

Demais pontos de venda (sujeito à cobrança  de taxa de conveniência):
Youcom Shopping Praia de Belas, Bourbon Ipiranga e Barra Shopping Sul;
Multisom Andradas, 1001; Canoas Shopping; Bourbon Novo Hamburgo e Bourbon São Leopoldo.


Online: http://www.blueticket.com.br/18828/Tributo-a-Jupiter-Maca



Enviado por Rei Magro Produções


terça-feira, 15 de março de 2016

Júpiter Maça: transformando o Araújo Vianna num "Lugar do Caralho"


O "Domingo no Parque" realizado no último dia 13 de março, no Auditório Araújo Vianna, na capital gaúcha, homenageou Flávio Basso, o JÚPITER MAÇA, também conhecido como JÚPITER APPLE. Músico gaúcho falecido, aos 47 anos, no dia 21 de dezembro de 2015.

O mega tributo ao compositor, vocalista e cineasta, foi capitaneado pela IMPÉRIO DA LÃ, banda comandada por Carlinhos Carneiro, e lotou as dependências da icônica casa de espetáculos da capital gaúcha.

No palco apresentou-se um dream team de artistas locais e nacionais que celebraram o legado imortal do Júpiter Maça. Mais de 30 músicos intercalaram-se nas apresentações; alguns destes fizeram parte da história desse músico único que transitou entre o rock, pop, psicodelia, bossa nova e tropicalismo.

Óbvio que tratando-se de um tributo a um dos maiores músicos brasileiros, eu sabia de antemão que o setlist seria muito especial, mas nada preparou-me para o que assisti. Foi uma infindável sucessão de hits que fizeram parte da carreira desse cara que agregava mil personalidades dentro de um só ser.

O show que teve a duração de mais de 3 horas contou com a participaçao da BIDÊ OU BALDE, Edgar Scandurra (IRA) com Silvia Tape, Frank Jorge, Rafael Malenotti (ACÚSTICOS & VALVULADOS), Bibiana Graeff, "Cabelo" Lucas Hanke (IDENTIDADE), Clayton Martin (CIDADÃO INSTIGADO), Cokeyne Bluesman, Duda Calvin (TEQUILA BABY), Gabriel Guedes, Gerenal BoniMores, Joana Ceccato (BIÔNICA), Julio Cascaes, Luciano Albo (TENENTE CASCAVEL), Lucio Vassarath, Marcelo Gross (CACHORRO GRANDE), Roberto Panarotto (REPOLHO), Tchê Gomes, Wander Wildner, Nei Van Sória (ex OS CASCAVELLETES), e Marcio Petracco, (ex TNT, atual LOCOMOTORES, TENENTE CASCAVEL e Conjunto Bluegrass Porto-Alegrense).


Carlinhos Carneiro, como de domínio público, é um mestre de cerimônias nato, o músico interagiu com o público com bastante frequência durante o tributo.

O show começou às 16h35 com a Império da lã tocando "Querida Superhist x Mr. Frog" do "A Sétima Efervescência", primeiro álbum solo do JÚPITER MAÇA. Álbum que contém inúmeros hits do rock gaúcho, ou melhor, do rock brasileiro, foi responsável por uma boa parte do setlist apresentado nesse show que ficará na história dos melhores shows de rock gaúcho que já aconteceram no Auditório Araújo Vianna, sem dúvida. Inclusive a banda teve o reforço de Júlio Cascaes, baixista do Júpiter Maçã, na Tour do disco e que também participou do segundo álbum solo do músico.


Na sequência subiu ao palco, Wander Wildner entoando mais um clássico do mesmo álbum, "Um Lugar do Caralho", música de Basso, que o músico regravou para o "Baladas Sangrentas". Não preciso dizer que a poeira levantou no auditório lotado. Aliás, com exceção da minha pessoa, que dividia-se entre anotar os detalhes desse mega show e assistir o mesmo, o público ficou em pé durante todo o show. Foi lindo de se ver.

"Morte por Tesão", primeira música dos "OS CASCAVELLETES" tocada no show, entre muitas que foram executadas, teve a participação do cantor e guitarrista Tchê Gomes ( ex TNT, atual TENENTE CASCAVEL), do cantor e multi-instrumentista Márcio Petracco, de ninguém menos do que o grande cantor e guitarrista Nei Van Soria (ex TNT e OS CASCAVELLETES) e de Lucas Hanke, o Cabelo. E  foi assim durante todo o show. Os músicos interagiam entre si, quando se via os artistas iam e vinham para o palco, fazendo alguma participação na performance do outro. Pareciam, retifico, os músicos estavam bem à vontade. Dava prazer de ver essa interação, integração, bem ao estilo do grande homenageado da tarde. Na sequência "Coitadinho de mim" do TNT.

O público que prestigiou o evento, com certeza, raramente terá outra oportunidade de ver compartilhando um mesmo palco, um line-up como o visto.


"Lobo da Estepe" foi demais. Nei Van Soria sozinho naquele palco gigantesco e ao seu lado uma cadeira vazia. Com certeza o Júpiter estava ao seu lado, sentado alí. Impossível não se emocionar. O público cantou em uníssono com o músico.  Esse momento vai ficar muito tempo na minha memória, assim como na memória de muitos dos alí presentes. Na sequência o músico falou da cumplicidade que tinha com Flávio Basso. Falou do privilégio que teve de conviver com o Júpiter e de compor tantas e tantas canções juntas com ele, centenas de canções que fizeram parte da trilha sonora de tantas pessoas, incluindo-se. E começou a cantar "Sob um Céu de Blues", mais uma música composta com Basso na época dos CASCAVELLETES e que encerrou a sua participação. O público ensadeceu nesse momento.


Nessa hora me pego pensando, como pode um músico ter feito parte, ser responsável pela criação de tantos sucessos? O Júpiter tinha um tipo de toque de midas, fato inegável.

Eis que outro mito do rock gaúcho sobe ao palco, Frank Jorge. E conta como mostrou para a sua mãe a música que compusera com Flávio Basso. E canta para ela, "Menstruada". Imaginei a cena (Risos). Histórias do rock gaúcho, histórias do rock brasileiro foram contadas para os felizardos que compareceram nesse show memorável.


Roberto Panarotto,vocalista da banda REPOLHO, direto de Chapecó (Santa Catarina), é anunciado por Carlinhos.  E homenageia o Júpiter cantando "Pictures and Paintings", mais uma faixa do álbum "Sétima Efervescência" lançado em 1996, que em 2007 foi eleito o melhor álbum do rock gaúcho, e que também entrou para a lista dos 100 Maiores Discos da Música Brasileira da Rolling Stone Brasil.


Marcelo Gross da CACHORRO GRANDE cantou "As Tortas e as Cucas" juntamente com a IMPÉRIO DA LÃ. E foram inúmeras participações como a   do grande Ray-Z, músico e produtor, que foi um dos responsáveis por esse grande tributo ter acontecido, participação do baixista da FUNKALISTER,  João Augusto Alves.


Eis que ele surge de figurino trocado e anuncia a BIDÊ OU BALDE, banda que também capitaneia, e  les tocam "O Novo Namorado", "Beatle George" e "Sindrome do Pânico". Com nada mais, nada menos, que Frank Jorge nos teclados.


Bibiana Graeff com seu acordeon e Joana Ceccato (BIÔNICA) são personagens de um dos mais belos momentos do show, quando elas interpretam de uma maneira impar a belíssima "Mademoiselle Marchand" música do quarto álbum solo do Júpiter, "Tarde na Fruteira", de 2008. Álbum que foi responsável por uma boa parte do setlist apresentado nesse domingo em que o Araújo Vianna completou 52 anos de existência.


Edgar Scandurra (IRA) surge no diante do público com Silvia Tape, sua dupla no recentemente lançado "Est". Tocam "Welcome to the Shade" que fez parte do EP Solo de Tape que em 6 faixas, duas contou com a participação de Basso, e depois "Miss Lexotan 6mg Garota" que o IRA gravou. Abre aspas gigante, ver Edgar Scandurra destruindo, no bom sentido, a guitarra, foi extasiante.
"Júpiter Maça é tudo que há de bom no Rock N' Roll!" - falou o músico que agrega as funções de cantor, guitarrista e baterista. O músico também comentou que sentiu-se dentro da família participando do show. E era o que se sentia no ambiente. O clima do show era mesmo de uma grande reunião, de uma grande confraternização.


Rafael Malenotti, lider dos "Acústicos & Valvulados" cantou "Carro Roubado" e "Minissaia sem calcinha",  preenchendo todo o ambiente de Punk Rock. Em tempo o cantor participou de vários momentos do tributo, entrava e saia do palco, fazia backing vocal para outros músicos, era um dos mais empolgados do show.


Quando o ex- Cascavellete Luciano Albo, assume os vocais em "Nega Bombom", o Araújo Vianna tremeu. Na sequência Tchê Gomes assume os vocais e emenda com os os hits "Ana Banana", "Cachorro Louco"e  "Entra Nessa" todas sucessos do TNT. No palco nesse momento, Petracco, Albo, era um reunião de exs, ou melhor, eternos TNTs.


Falando em Punk Rock não podia faltar na festa o nosso representante maior do estilo aqui do sul, Duda Calvin e a TEQUILA BABY, banda que lidera há mais de duas décadas, que tocam "O Dotadão deve morrer". Arriscaram nesse momento até uma roda punk próxima ao palco. Cena que nunca pensei presenciar no Araújo. (Risos)


Todos os que apresentaram-se são convocados a retornarem ao palco e a GENERAL BONIMORES junta-se à trupe e tocam "A Marchinha Psicótica de Doutor Soup".  Até trenzinho surgiu no palco, que festa, meus amigos!

Para fechar o show, Egisto Dal Santo, compositor, guitarrista, cantor, escritor e produtor musical responsável pelo "Sétima Efervescência" toca novamente "Um Lugar do Caralho", e novamente o público a canta à pleno pulmões. Ninguém se importou em ouvir esse  "hino" do Júpiter novamente, nenhum dos presentes se importou de cantar novamente esse clássico. Todos no palco, várias vozes. Lindo demais!

O show, propriamente dito, acabou às 19h12 mas ainda ficou rolando no palco mais um pouco de Egisto Dal Santo.

Digo, sem ser piegas, que esse foi o melhor show de rock gaúcho que já presenciei.

Mestre, Lenda...Não tem como descrever Flávio Basso.  Uma mistura de Mick Jagger, Jim Morrison, David Bowie, John Lennon, George Harrison, Bob Dylan e Kurt Cobain, tudo numa pessoa só, alguém o descreveu assim, e eu, assim como muitos, concordo.

Enfim, o show coletivo foi uma belíssima homenagem ao músico que nos deixou tão precocemente, mas que deixou seu legado cultural perpetuado. O "man", como era conhecido no meio, da galáxia onde encontra-se ficou tri feliz, num bom gauchês, em ver o dia em que suas músicas transformaram o majestoso Auditório Araújo Vianna num "Lugar do Caralho".

Obrigada, Júpiter!!

Parabéns a produção do evento.
Agradecimentos à Agência Cigana pelo credenciamento.

Espero que o projeto Domingo no Parque, um evento gratuito com tamanha qualidade, dure por muitos e muitos anos.


























* Mais fotos em breve no Whiplash.Net

A próxima edição do projeto será um tributo ao GAROTOS DA RUA, no dia 17 de abril.

* Não reproduzi piamente todas as músicas executadas, usei apenas minha memória.


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