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domingo, 15 de setembro de 2019

OVO: dias 15 e 16, no Teatro do SESC


Espetáculo aborda temas da tragédia clássica e terá duas apresentações, dias 15 e 16 de setembro, às 19h, no Teatro do SESC.

O espetáculo OVO é uma produção do Agon Teatro (Londrina-PR), com orientação cênica de Marcio Abreu, da Cia Brasileira de Teatro. O texto, assinado pelo premiado dramaturgo e jornalista Renato Forin Jr. (vencedor do Jabuti 2017), revê temas universais da tragédia clássica, como a morte e o destino. Apresentações do espetáculo durante o 26º Porto Alegre em Cena ocorrem dias 15 e 16 de setembro, às 19h, no Teatro do SESC. Link de venda.

Crédito: Marika Sawaguti

Dois irmãos que passaram a juventude no campo se reencontram na cidade em um momento decisivo: a morte da mãe. Reflexões sobre a vida e suas transitoriedades permeiam OVO. O trabalho tem dramaturgia e direção de Renato Forin Jr., que também está em cena ao lado da atriz Danieli Pereira.

Dentro de três caixas, os atores guardam as dores e os afetos silenciados de uma família. Progressivamente, os intérpretes dão vida a Édipo e Electra, personagens trágicos que, na trama autoral, são irmãos em conflito. A história evoca a zona rural de um Brasil arcaico, onde os dois foram criados.

A peça capta o instante em que Electra chega na cidade para dar a notícia da morte da genitora. “A montagem mostra os desdobramentos imaginários deste encontro tão marcante na vida de ambos. Lembranças e pressentimentos se confundem, trazendo reflexões universais sobre a sombra da morte que nos ronda, o desaparecimento das pessoas amadas no percurso da vida, a angústia da passagem do tempo, as incertezas a respeito de Deus e do destino”, explica Forin.

Ao abordar questões como estas, o Agon Teatro traz à tona elementos da tragédia clássica dentro de uma estrutura formal contemporânea. Em muitos momentos, os atores despem-se dos personagens, lançando ao público estilhaços de pensamento sobre o ofício teatral e as relações entre arte e vida. “A minha angústia é que a vida não se repete. Ela está sempre indo, indo, indo. Cada segundo é um nunca mais, você entende? Aqui no teatro é diferente”, diz, em certo momento, Danieli Pereira, que vive Electra.

Uma curiosidade da montagem é o espaço cênico. O público é disposto bem próximo dos atores, em torno de uma arena circular, onde acontecem transformações cenográficas e revelações de pequenas surpresas. “Cenário, figurino, iluminação, sonoplastia e a própria encenação conduzem os espectadores por uma viagem entre o cinza barulhento da cidade e as cores plácidas do campo. É como se a dramaturgia se concretizasse também espacialmente”, pontua o diretor. Para este deslocamento de paisagens, o Agon Teatro utiliza quilos de palha de arroz, terra, água, sementes verdes e mecanismos sonoros dispostos no espaço. A trilha é assinada por José Carlos Pires Júnior, a luz é de Maria Emília Cunha, os figurinos são de Nathalia Oncken e o cenário é uma criação coletiva do Agon.

O diretor explica que, na peça, Édipo e Electra são revestidos por referências psicanalíticas e por uma humanidade cotidiana - o que gera o efeito de proximidade com os espectadores. “O espetáculo, no fundo, é bastante simples, no sentido de buscar e focar uma essência do gesto teatral: o efêmero, o que não se repete, o encontro real entre as pessoas - experiências cada vez mais raras”.

A montagem, que estreou em 2015, contou com patrocínio da Prefeitura Municipal de Londrina por meio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura, o Promic. Desde então, realizou temporadas na cidade, além de integrar a programação oficial do FILO (Festival Internacional de Londrina), do Londrix (Festival Literário de Londrina) e a programação do SESC. A peça circulou por cidades paranaenses como Maringá e Arapongas.

O grupo, criado em Londrina há cinco anos como um grupo de pesquisa, investiga a encenação e a dramaturgia contemporânea. Sediado na Vila Usina Cultural, mantém uma rotina de ensaios e treinamentos baseados em linhas de força da tradição (ensinamentos dos grandes mestres). É a partir dessa proposta que seus fundadores, Renato Forin Jr. (doutorando em letras com ênfase em dramaturgia, ator e jornalista) e Danieli Pereira (bacharel em artes cênicas pela UEL, atriz e produtora cultural), desenvolvem suas montagens, trabalhando também com artistas convidados.

Neste espetáculo, o grupo conta com a criação sonora de José Carlos Pires Junior, desenho de luz de Maria Emília Cunha e figurino de Nathalia Oncken. Convidado especial - Construído ao longo de dois anos, OVO teve, em sua última etapa, um auxílio ilustre – a orientação cênica de Marcio Abreu, diretor da Cia Brasileira de Teatro (Curitiba/Rio de Janeiro) que esteve à frente de produções nacionais premiadas como “Vida”, “Oxigênio”, “Krum” e “Projeto brasil”. “Marcio nos despertou para questões importantes e essenciais em ‘OVO’, como a criação de um convívio e de uma presença em constante fluxo relacional com a plateia, a escuta do próprio texto e o exercício de esquecimento, para que a cada apresentação a peça adquirisse um frescor”, destaca Forin.

Para Marcio Abreu, a montagem do Agon Teatro encontra um lugar de confluência entre texto e encenação muito interessante. “Esses campos se articulam tão bem neste trabalho que se tornam indissociáveis. Por isso, é o foco de atenção. Esta é uma tentativa muito séria e cuidadosa de expandir a dramaturgia”, afirma.

Na opinião do diretor carioca, poder dedicar um tempo a artistas que estão começando dessa maneira sensível e com a radicalidade a que eles se propuseram é uma tarefa prazerosa. “É bonito ver jovens se relacionando no teatro com o nível de pesquisa que eles desenvolveram. Isso é muito positivo”.

Críticas:

“Ovo é muito bem pensado conceitualmente, não é diletante. Apresenta um texto de qualidade poética inegável. O foco de atenção nesta montagem é a dramaturgia e o grupo encontrou um modo de explorar o texto de maneira bastante singular. A peça traz
uma interseção forte entre literatura e teatro, é rica em interfaces, na consolidação de linguagens. Trata-se de uma tentativa muita séria de expandir a dramaturgia.” - Marcio Abreu, no programa do espetáculo

"Os diálogos são de uma beleza ímpar, dando ao público a ideia de que a sua concepção serve para perfurar a superfície e chegar ao núcleo dos sentimentos. [...] É flagrante o rito de cumplicidade dentro das falas que transitam entre a literatura e o teatro. Melhor ainda senti-las através das comportas que se abrem em nossas mentes quando estamos diante de um palco, entre personagens que resgatam pedaços de nossa própria história.” - Celia Musilli, jornalista, Folha de Londrina

“Com olhares profundos, os atores encaram o público para dizer que vão contar ‘mentiras reais’, fatos que já ocorreram ou poderão ocorrer com cada um que está ali. [...] É, sobretudo, uma reflexão atemporal sobre o próprio tempo. Do começo ao fim, o pequeno e intimista público da estreia chorou e se arrepiou com as falas, expressões e reflexões. Ovo, do Agon Teatro, é uma peça digna de qualquer grande palco pelo Brasil.” - Fábio Luporini, jornalista, JL - Jornal de Londrina

Histórico

Com cinco anos de trajetória, o Agon Teatro é um grupo profissional de criação e pesquisa teórica e prática em artes cênicas sediado em Londrina, cidade paranaense conhecida por sua forte relação com o teatro. Os membros estáveis do Agon são Renato Forin Jr. e Danieli Pereira. Outros artistas são frequentemente convidados para diálogos, colaborações e orientações de processo, como Marcio Abreu (Cia Brasileira de Teatro), convidado para a orientação do espetáculo “OVO”.

Renato Forin Jr. é jornalista, dramaturgo, ator e diretor teatral (DRT nº 30038 – PR). Mestre e Doutor em Letras (com ênfase em Dramaturgia e Teatro) pela Universidade Estadual de Londrina, realizou doutorado sanduíche no Institut d’Études Théâtrales, da Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3, onde teve aulas com professores como Josette Féral e frequentou reuniões do grupo de pesquisa criado por Jean-Pierre Sarrazac. É coordenador de comunicação e curador do Festival de Dança de Londrina, e integrou a equipe de imprensa do FILO. Em 2017, foi contemplado com o 59º Prêmio Jabuti (categoria adaptação) por seu livro-CD “Samba de Uma Noite de Verão”.

Danieli Pereira é atriz, bacharel em artes cênicas pela Universidade Estadual de Londrina e produtora cultural (DRT nº 26135 – PR). É coordenadora geral e curadora do Festival de Dança de Londrina e, por dez anos, integrou a equipe de produção do FILO – Festival Internacional de Londrina. Como professora universitária, lecionou disciplinas como “Jogos e Improvisação” e “Arte e Performance” (Universidade Estadual do Centro-Oeste). Atualmente, é diretora de produção da Cia Ballet de Londrina, um dos mais antigos grupos do interior do país. Foi Conselheira Municipal de Cultura da área do Teatro e Dança e também Conselheira Estadual de Cultura da área da dança.

Ficha técnica:

Dramaturgia e Direção: Renato Forin Jr. / Elenco: Danieli Pereira e Renato Forin Jr. / Orientação Cênica: Márcio Abreu / Criação de Cenário: Agon Teatro / Criação de Figurino: Nathalia Oncken / Criação de Luz: Maria Emília Cunha / Desenho Sonoro, Flautas e Viola: José Carlos Pires Júnior / Viola da Gamba: José Olmiro Borges / Violino: Letizia Roa / Operação Técnica: Amarilis Irani e Ricardo Grings / Produção: Danieli Pereira / Execução de Cenário: Claudiomar Meneguetti, Roberto Rosa e Romildo Ramos / Realização: Agon Teatro / Patrocínio: Secretaria Municipal de Cultura de Londrina (PR), por meio do PROMIC – Programa Municipal de Incentivo à Cultura / Apoio: Centro Cultural Sesi/AML e Funcart

Serviço:
Ovo
Local: Teatro do Sesc
Dias 15 e 16 de setembro ( domingo e segunda) às 19h
Duração: 90 min.
Recomendação etária: 14 anos

Ingressos:
R$ 80 (inteira) / R$ 40 (meia-entrada)
Link de venda.

O 26º Porto Alegre em Cena é apresentado pelo Ministério da Cidadania, através da Secretaria Especial da Cultura, Prefeitura de Porto Alegre, através da Secretaria Municipal da Cultura, Braskem e Banco Itaú. Conta com patrocínio de Panvel Farmácias. Tem apoio cultural de Porto Alegre Airport, administrado pela Fraport Brasil, Theatro São Pedro, Vitlog, PUCRS e Sesc - Sistema Fecomércio.

O apoio institucional é de Grupo RBS e TVE FM Cultura. Primeira Fila Produções e Leão Produções são as agentes culturais. O projeto é financiado pelo Pró-cultura RS, Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Enviado por Agência Cigana

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Maestrick: workshop com Renato Montanha no SESC

Renato Montanha, baixista do Maestrick, que apresenta workshop no próximo sábado, dia 03 de novembro, no  Teatro do SESC de São José do Rio Preto, comentou sobre os tópicos que serão abordados no evento:

"No Workshop tocarei algumas músicas do Maestrick e comentarei sobre qual  foi meu raciocínio na hora de compor as linhas de contrabaixo do nosso álbum debut, o Unpuzzle!. Falarei da interação baixo/bateria, que é uma das coisas mais presentes no álbum, das técnicas de contrabaixo como slap, tapping, Two hands, harmônicas, pizzicato de 2 e 3 dedos e sobre dinâmica no decorrer das músicas.
Irei responder perguntas do público e o evento contará com a  participação especial de Heitor Matos, baterista do Maestrick". Renato Montanha


Serviço:
Teatro do Sesc - São José do Rio Preto 
End: Avenida Francisco das Chagas Oliveira, 1333 - Chácara Municipal- São José do Rio Preto- SP
Horário: 15h
Data: 03/11/12 (Sábado)
Entrada gratuita

Para contratar Renato Montanha ou qualquer membro do Maestrick para workshops/shows entre em contato com Matheus Bertoni (17) 8184-0504 ou Eduardo Campos (17) 8184-0245. 

Links relacionados:
http://www.maestrick.com/
http://www.myspace.com/maestrick
http://twitter.com/maestrick
http://www.youtube.com/maestrickofficial
http://www.reverbnation.com/maestrick

http://www.sescsp.org.br/


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