Maestrick: entrevista ao Power Metal Brasil

Publicado em: terça-feira, 4 de março de 2014
*Matéria copiada integralmente do Whiplash.Net


O MAESTRICK é uma banda que mistura todo e qualquer elemento musical de qualquer gênero no seu Prog Power, sem ser enjoativo. Pra quem quiser saber mais sobre eles, segue uma entrevista da Power Metal Brasil com a banda.
Power Metal Brasil - Como a banda surgiu?
Fabio Caldeira - Eu e o Montanha fizemos parte de outra banda por alguns anos; e o então baterista decidiu sair da banda. Foi então que uma amiga em comum nos indicou o Heitor. Neste dia o MAESTRICK surgiu propriamente dito. Mesmo no primeiro ensaio e ainda com outro nome, a intenção do que viríamos fazer estava ali. O ano era 2006, e já estamos caminhando para 10 anos de banda. Isso é muito legal, porque não parece. Não se sente o tempo passar quando se faz o que se ama.
Power Metal Brasil - Porque MAESTRICK?
Renato Montanha - MAESTRICK surgiu da junção de Maestro, que representa o lado sério da banda, e Trick, que representa o lado brincalhão da banda. Nós achamos que essa mistura personifica a proposta musical do MAESTRICK.
Heitor Matos - Quando eu entrei na Banda, eles usavam o nome de "Ramses II". Foi uma época de renovação para todos, eu acho. Eu vinha procurando uma identidade musical que não tinha encontrado em nenhuma outra banda das quais participei. Eu era um moleque ainda, mas já sabia o que eu queria em relação ao tipo de som. Quando o Fabio e o Montanha me chamaram pra fazer o teste, senti que tinha encontrado os caras que tinham a mesma sede de compor que eu tinha. Como disse, foi um momento de renovação, acho que todo mundo sentiu que era hora de realmente transformar aquela sede de compor, em algo realmente sólido. As coisas foram fluindo de uma forma tão natural, que quando nós paramos pra prestar atenção, estávamos contratando um produtor pra gravar o primeiro álbum da banda. Durante o processo de pré-produção do álbum, nós percebemos que a banda conseguiu uma identidade no tipo de som, que o nome que usávamos na época, "Ramses II" não soava legal mais, foi quando iniciou a odisséia de procurar um novo nome para o grupo. Fizemos vários Brainstorms...Creio que achar um nome para a banda, é tão difícil quanto escolher um nome para um filho.(Risos) O tempo foi passando, nós estávamos muito próximos de lançar o EP “H.U.C” e nenhum nome nos agradava. Numa noite após uma reunião, lembro-me de ter dito para o Fabio que naquela noite o nome iria aparecer; ele teve o mesmo pressentimento. Fomos para um posto de gasolina onde frequentemente íamos de madrugada, e alí mesmo juntamos alguns nomes que tínhamos e começamos a jornada que durou em torno de umas 4 horas mais ou menos. No fim restaram poucos nomes que nos agradavam, e no meio deles tinha Maestry. Foi então qie ligamos para o Montanha e fomos falando alguns nomes...Ficamos repetindo Maestry, Maestry e o Montanha falou, soltou o Trick... Na hora nós tivemos certeza que aquele era o nome que tanto procurávamos...MAESTRICK.
Power Metal Brasil - Qual é a proposta da banda?
Fabio Caldeira - Fazer aquilo que for o mais espontâneo para nós. Isso parece vago, mas não é. Hoje em dia com a internet, o acesso à informações e às pessoas é fácil você decidir fazer o que está “dando mais certo” comercialmente. Longe de ser uma crítica, mas não funciona exatamente assim para nós do MAESTRICK. Se você prestar atenção nas maiores bandas da história e nos maiores discos dessas bandas, que é onde nos espelhamos, você vê nitidamente que essas bandas estavam sendo simplesmente espontâneas. Então, no contexto onde começamos tudo, que é no interior do estado de São Paulo, onde o músico ainda é muito marginalizado, fazer as coisas de dentro pra fora, foi a forma que encontramos para nos direcionar artisticamente e consequentemente, comercialmente.
Renato Montanha - A proposta da banda é de fazer músicas próprias e não deixar de lado as influências de cada integrante. Nós mesclamos diversas influências e tentamos passar as sensações que sentimos ao compor para quem está ouvindo nossas músicas.
Power Metal Brasil - O som de vocês impressiona. De onde vem a inspiração para fazer esse som inovador que vocês fazem?
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Fabio Caldeira - Tem uma frase do Tolstói muito legal que o amigo Fausto Mucin da Die Hard Records me falou uma vez e acho que cabe exatamente aqui “Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia”. É simplesmente isso que tentamos fazer. Nos inspirar no que e em quem nos rodeia e fazer rock em cima disso.
Renato Montanha - O nosso som vem da junção de várias influências. Por exemplo, alguns integrantes do MAESTRICK gostam muito de QUEEN, ao mesmo tempo tem integrantes que gostam muito de PANTERA. Isso não significa que precisaríamos compor duas músicas, significa sim que podemos compor uma música com ambas influências, sempre respeitando cada arranjo. As influências não se limitam apenas à músicas. Gostamos de misturar coisas que lemos, quadros que observamos, filmes que assistimos dentre demais coisas, ou seja, utilizamos tudo o que move nossas sensações para tentar transformar em música.
Paulo Pacheco - Nos reunimos e traçamos um caminho a ser seguido,e o que queremos passar com a nova composição, a partir disso tocamos, pra sentir o primeiro momento e gravamos, para que possamos ouvir e buscar idéias para a música, com as idéias, sentamos novamente para analisar a possibilidade e ver/ouvir as idéias que surgiram de cada um, o importante é que se encaixe no contexto da obra.
Power Metal Brasil - Quais são os músicos que inspiraram vocês?
Fabio Caldeira - Falando de vocalistas: Bruce Dickinson, Freddie Mercury, DioAndre Matos, Michael Kiske, Russel Allen, Roy Khan.
Renato Montanha - Os músicos que me influenciaram foram Billy Sheehan (MR. BIG), Rex (PANTERA) Alex Webster (CANNIBAL CORPSE), Luis Mariutti (Ex: ANGRASHAMAN, Andre Matos), Felipe Andreolli (ANGRA), Geddy Lee (RUSH), Geezer Butler (BLACK SABBATH)
Heitor Matos - (“Baterísticamente” falando): John Bonham, Mike Portnoy, Tony Royster, Mike Terrana e Deen Castronovo. Acho que são esses os músicos que mais me influenciaram. Não me importo só com a bateria em si, gosto de ouvir a banda como um todo, se soar bem o conjunto, viro fã! Gosto de músicos que consigam expressar o que sentem com a música e não só mostrar técnica, isso é essencial na minha opinião.
Paulo Pacheco - Yngwie MalmsteenJimi Hendrix, Richie Blackmore, Van HalenJoe Satriani, Paul Gilbert entre outros.
Power Metal Brasil - Power Metal Brasil - Quais são os discos que mais influenciaram a
banda?
Fabio Caldeira - Para o “Unpuzzle!” posso citar esses cinco:
1 - QUEEN (A Night at the Opera)
2 - PINK FLOYD (The Dark Side of the Moon)
3 - ANGRA (Holy Land)
4 - DREAM THEATER (Scenes From a Memory)
5 - QUEENSRYCHE(Operation Mindcrime)
Renato Montanha -
1 - RUSH (Moving Pictures)
2 - BLACK SABBATH (Sabbath Bloody Sabbath)
3 - PANTERA (The Great Southtern Trendkill)
4 - DIO (Holy Diver)
5 - ANGRA (Holy Land)
Heitor Matos - Essa pergunta é legal, mas é um pouco complicada na minha opinião. Clássicos como: "Black Álbum", "A Night at the Ópera", "Sgt.Peppers", "Scenes from a Memory" entre outros, nunca vão deixar de influenciar uma banda, mas cada músico tem uma particularidade. Eu mesmo gosto de estilos bem distantes, distintos um do outro. Ouço desde Pantera até Dave Mathews, passando por country como Garth Brooks, por exemplo.
Paulo Pacheco -
1- Joe Satriani (Surfing With the Alien)
2- Yngwie Malmsteen (Rising Force)
3- Guthrie Govan (Erotic Cakes)
4- Greg Howe (Introspection)
5- The Sixteen Men of Train (Allan Holsdworth)
Power Metal Brasil - O que vocês acham da cena do Brasil atualmente? E quais bandas brasileiras vocês recomendam?
Fabio Caldeira - Acho que a cena está em uma crescente como há anos não se via. Bandas históricas voltando a ativa e gravando novos registros, músicos já conhecidos se reafirmando em novos projetos e muitas bandas novas de qualidade surgindo. Eu me surpreendi muito com o primeiro disco do KERNUNNA, banda nova do Bruno Maia, e por isso os recomendo ao lado das bandas HOUSE OF BONES, ANDRAGONIA, LOTHORYEN, TCHANDALA, SHOTDOWN e FALLING FLOWERS.
Renato Montanha - Acredito que a cena do Heavy Metal aqui no país está caminhando lentamente, mas não está estagnada. Com a inserção de mais bandas no mercado e mais eventos de qualidade esta “caminhada” se transformará em “corrida”. Recomendo as bandas: HIBRIA, SHADOWSIDE, KORZUS e DR. SIN.
Paulo Pacheco - Acho que a cena do Metal obviamente não está em uma de suas melhores fases, mas estamos firmes e na expectativa de levar algo ao público que gere uma boa aceitação, e que consigamos passar o que queremos com a nossa música.
Power Metal Brasil - Vocês tem data para lançar um novo disco?
Renato Montanha - Não temos uma data definida ainda, porém pretendemos começar a gravar ainda no segundo semestre deste ano e lançar no primeiro semestre de 2015; inclusive nós já começamos a pré-produção.
Heitor Matos - Não temos uma data definida ainda, mas esperamos entrar em estúdio ainda este ano. Estamos com muitas idéias pré-prontas e estamos focando muito no novo álbum. Tenho certeza que vão ter muitas surpresas agradáveis para os “Trickers”. Um "Trem" de surpresas.
Paulo Pacheco - Temos as melhores expectativas possíveis, como disse anteriormente, esperamos não só em relação ao novo álbum, mas em relação a todo trabalho que desenvolvemos, pois sempre nos preocupamos em apresentar algo inovador para o público, de uma forma que essa aceitação sempre caminhe junto com a arte e com a boa música.
Quero aproveitar e agradecer o espaço cedido à banda e a todos que acompanham e apoiam o MAESTRICK. Buscamos sempre fazer o melhor pra vocês, fiquem ligados nas novidades, um grande abraço.


Fonte: Maestrick: entrevista ao Power Metal Brasil 

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