Nightwish: é um veículo que não pode ser parado por nada

Publicado em: quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Uma semana antes de cisão do Nightwish com a cantora Anette Olzon, David E. Gehlke do Blistering.com conduziu uma entrevista com o tecladista e líder da banda, Tuomas Holopainen.  

Alguns trechos da conversa seguem abaixo. 

Blistering.com: Eu li que para o primeiro show da turnê em Atlanta, Anette chegou muito tarde e quase não fez o show. Nessas situações, há um plano B? Vocês continuam o show? O que você faz?
 

Holopainen: Essas situações não podem acontecer. Foi uma situação realmente assustadora  Ela estava passando tão mal que não podia voar. Ela de fato voou para Atlanta três horas antes de o show começar, então foi uma manobra bem apertada. Estou feliz que não houve danos, mas a gente realmente não tem um plano B (risos). Teríamos que cancelar o show.


Blistering.com: Marco Hietala, baixista,  pode fazer alguns dos vocais, mas há alguns que ele não seria capaz de fazer. 
Holopainen: Não seria certo. Tivemos uma vocalista feminina por 16 anos e a natureza das músicas da banda é composta para uma vocalista mulher. Não seria certo
 



Blistering.com: Você pode comparar Anette nesta rodada de turnês e quando teve a primeira tour "Dark Passion Play", em 2007? 
Holopainen: Ela está mais relaxada. Não há nada mais para se provar. Na primeira turnê, ninguém a conhecia, então as pessoas vinham aos shows para vê-la cantando e tudo mais.  Agora o público pode se concentrar no que é realmente importante, que é o show global e não apenas nela e na sua voz. 


Blistering.com: Nesta primeira turnê com ela você estava cético quanto a seu desempenho? 
Holopainen: Nós não estávamos assustados em momento algum. Tínhamos bastante confiança em todo o conceito do Nightwish e gostamos de pensar que somos um veículo que não pode ser parado por nada. É assim que deve ser, não podemos deixar nada nos parar.  


Blistering.com: Qual a sensação de ver o final de todo o processo de "Imaginaerum"? 
Holopainen: Eu tive um sentimento muito estranho na última terça-feira, quando vimos o filme completamente pronto pela a primeira vez. Nós estávamos em Montreal, e foi organizada uma sessão para nós, atores e todos que trabalharam no filme. Foi realmente um momento emocionante e vazio em ver que a coisa toda acabou. Começamos a trabalhar neste projeto, no verão de 2007,  se passaram cinco anos desde então. (...) Houve alguns momentos de desespero, mas agora que eu vi o resultado, eu me sinto muito feliz e orgulhoso por toda a banda. 


Blistering.com: Quanto da banda está no filme?   
Holopainen: Felizmente, estamos apenas em duas cenas. Temos pequenos papéis e não falamos uma única linha de todo o filme. Foram contratados atores profissionais para o filme. Eu acho que era a única maneira de contar uma história crível. Nós não sabemos atuar. Você vê a banda em duas cenas no fundo tocando como uma banda. Isso é algo que me senti confortável, porque ela era como filmar um clipe. 


Blistering.com: Isso me faz pensar de quando o KISS estrelou seu próprio filme nos anos 70. Às vezes é melhor que  músicos sejam músicos e não tentem atuar. 
Holopainen: Na verdade, foi o diretor que queria escrever-nos um papel pequeno, e eu disse: "Não se atreva!" Sempre que eu ver Justin Timberlake em um filme - não importa o quão bem ele atue, ele ainda é Justin Timberlake. [Risos] É preciso algo fora do filme. É preciso algo fora da credibilidade do filme, e nós não queremos isso. Ele não é o melhor ator, mas ele não é tão ruim, mas ainda assim, eu não posso assistir a filmes com ele ... há algo de errado com a imagem. 
Leia a entrevista completa no Blistering.com.



Fonte: Blabbermouth.Net 




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